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Saúde

Lula inicia radioterapia após retirada de câncer de pele; entenda o carcinoma basocelular

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (25) um tratamento complementar de radioterapia superficial no couro cabeludo, após ter retirado em abril um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele. Segundo o Hospital Sírio-Libanês, o tratamento tem caráter preventivo e será realizado em 15 sessões, sem expectativa de efeitos […]


Brazil's President Luiz Inacio Lula da Silva bows his head, showing a scar from skin cancer surgery performed last month, during the signing into law of a bill establishing a National Day of Remembrance for the Victims of COVID-19 in Brasilia on May 11, 2026. (Photo by Evaristo Sa / AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (25) um tratamento complementar de radioterapia superficial no couro cabeludo, após ter retirado em abril um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele.

Segundo o Hospital Sírio-Libanês, o tratamento tem caráter preventivo e será realizado em 15 sessões, sem expectativa de efeitos colaterais significativos.

A equipe médica informou que a lesão foi retirada de forma localizada e não houve disseminação para outras partes do corpo, cenário considerado favorável para esse tipo de diagnóstico.

O que é o carcinoma basocelular?

O carcinoma basocelular é um câncer que se desenvolve nas células basais da pele, localizadas na camada mais profunda da epiderme.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, ele representa cerca de 80% dos casos de câncer de pele não melanoma no país.

Apesar de raramente provocar metástase, especialistas alertam que ele pode crescer lentamente por anos e causar destruição local dos tecidos se não tratado.

As regiões mais atingidas costumam ser:

  • rosto;
  • orelhas;
  • pescoço;
  • nariz;
  • couro cabeludo.

Principais sinais de alerta

Os sintomas podem parecer discretos e muitas vezes são confundidos com feridas comuns. Entre os sinais estão:

  • feridas que não cicatrizam;
  • pequenas lesões que sangram facilmente;
  • crostas persistentes;
  • caroços brilhantes ou avermelhados;
  • manchas que descamam repetidamente.

Por geralmente não causar dor, muitos pacientes demoram a buscar atendimento médico.

Por que Lula fará radioterapia?

A cirurgia costuma ser suficiente e apresenta taxa de cura superior a 90%.

No entanto, em alguns casos, a radioterapia é indicada para reduzir o risco de retorno, principalmente quando:

  • a margem retirada foi muito pequena;
  • a lesão estava próxima de estruturas delicadas;
  • há possibilidade de células microscópicas residuais.

No caso do presidente, o tratamento será feito com radioterapia superficial, técnica que atua apenas na pele e não atinge órgãos internos.

Segundo especialistas, o procedimento dura cerca de 10 minutos por sessão e normalmente não interfere na rotina do paciente.

Quando pode se tornar grave?

Embora dificilmente se espalhe pelo organismo, o carcinoma pode se tornar agressivo localmente se negligenciado, atingindo:

  • cartilagens;
  • ossos;
  • estruturas profundas da face.

Por isso, dermatologistas recomendam atenção a qualquer ferida aberta que permaneça por mais de quatro semanas.

Prevenção continua sendo essencial

A principal forma de prevenção é a proteção solar diária:

  • uso de protetor solar;
  • chapéus e bonés;
  • roupas com proteção UV;
  • evitar exposição entre 10h e 16h.

Pacientes que já tiveram a doença devem manter acompanhamento dermatológico regular, pois têm maior risco de desenvolver novas lesões.

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