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Política

Direita passa a defender escala 4×3 e amplia debate sobre o fim da jornada 6×1 no Brasil

PL propõe modelo com três dias de descanso por semana A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou um novo capítulo no Congresso Nacional. Após meses de críticas às propostas de redução da jornada de trabalho, parlamentares da direita passaram a defender um modelo ainda mais amplo de descanso para os trabalhadores: a escala […]


PL propõe modelo com três dias de descanso por semana

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou um novo capítulo no Congresso Nacional. Após meses de críticas às propostas de redução da jornada de trabalho, parlamentares da direita passaram a defender um modelo ainda mais amplo de descanso para os trabalhadores: a escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três dias de folga por semana.

A proposta foi apresentada pelo Partido Liberal (PL) durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras da jornada de trabalho no Brasil.

Mudança de postura surpreende durante votação

O movimento foi liderado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, o partido decidiu apresentar um destaque ao texto principal para substituir o modelo de escala 5×2 pela jornada 4×3.

Ao defender a proposta, Sóstenes argumentou que, se a redução da jornada é considerada benéfica aos trabalhadores, não haveria motivo para rejeitar uma alternativa que amplia ainda mais os períodos de descanso.

A iniciativa chamou atenção por partir de um partido que vinha fazendo críticas às propostas de redução da carga horária apresentadas por setores da esquerda.

Nikolas Ferreira também defendeu alternativa

O deputado federal Nikolas Ferreira também manifestou apoio à construção de uma proposta própria para a redução da jornada de trabalho.

Durante entrevista ao SBT News, o parlamentar afirmou que o PL buscaria apresentar uma alternativa diferente daquela defendida por partidos de esquerda, defendendo uma discussão mais ampla sobre os impactos econômicos e trabalhistas das mudanças.

Governo e oposição trocam críticas

A movimentação provocou reações entre parlamentares governistas. A deputada federal Erika Hilton, autora de uma das propostas que originalmente previa a jornada 4×3, criticou a iniciativa da oposição e classificou a estratégia como uma tentativa de dificultar a aprovação do texto em tramitação.

O embate ampliou a polarização política em torno do tema, que se tornou uma das principais pautas trabalhistas em discussão no Congresso Nacional.

Texto aprovado mantém escala 5×2

Apesar da proposta apresentada pelo PL, o plenário rejeitou as alterações que buscavam implantar a escala 4×3.

O texto que avançou na Câmara mantém a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso por semana no modelo 5×2.

A proposta seguirá agora para análise do Senado Federal, onde poderá sofrer novas discussões e eventuais modificações antes de uma decisão definitiva.

Debate sobre jornada de trabalho ganha força no país

O fim da escala 6×1 tem mobilizado trabalhadores, sindicatos, empresários e parlamentares nos últimos meses. O tema passou a ocupar espaço central nas discussões sobre produtividade, qualidade de vida, saúde mental e competitividade econômica.

Com a entrada da direita na defesa de uma jornada ainda mais reduzida, o debate ganha novos contornos e deve continuar entre os assuntos mais discutidos da política nacional nos próximos meses.

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