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Política

TSE manda Gleisi, Boulos e Lindbergh apagarem publicações que associavam Flávio Bolsonaro a facções criminosas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de publicações que relacionavam o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), a organizações criminosas como o Comando Vermelho. A decisão foi assinada pela ministra Estela Aranha e atende a um pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL). Entre os atingidos pela medida estão a […]


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de publicações que relacionavam o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), a organizações criminosas como o Comando Vermelho.

A decisão foi assinada pela ministra Estela Aranha e atende a um pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL). Entre os atingidos pela medida estão a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o senador Lindbergh Farias (PT), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), além do deputado federal Rogério Correia (PT) e perfis ligados à militância petista nas redes sociais.

Segundo a magistrada, as publicações ultrapassaram os limites da crítica política ao sugerirem, sem respaldo em investigações formais, uma ligação entre Flávio Bolsonaro e a Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal em 2025.

Na decisão, a ministra destacou que o senador não figura como investigado, indiciado ou denunciado no inquérito que apura um esquema de corrupção, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e vazamento de informações sigilosas no estado do Rio de Janeiro.

“O conteúdo divulgado extrapola os limites da crítica política admissível”, afirmou Estela Aranha.

Os responsáveis pelas publicações terão prazo de 24 horas para excluir os conteúdos, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. O TSE também proibiu a republicação ou impulsionamento de materiais idênticos.

A decisão ocorre em meio ao aumento das disputas judiciais envolvendo a pré-campanha eleitoral de 2026. Dados do próprio TSE apontam que PT e PL lideram o número de ações relacionadas à remoção de conteúdos e ao uso indevido de inteligência artificial durante o período pré-eleitoral.

A Operação Unha e Carne segue em andamento e investiga uma suposta organização criminosa envolvida em corrupção, emissão de contratos fraudulentos e desvio de recursos públicos.

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