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Plantão Policial

Jovem investigado por furtar R$ 300 mil em criptomoedas mantinha laboratório de crack em casa

Operação Carteira Vazia foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio das polícias do Tocantins e Maranhão A Polícia Civil do Tocantins participou, nesta quarta-feira (17), da Operação Carteira Vazia, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para desarticular um grupo suspeito de praticar fraudes eletrônicas e furtar criptomoedas por meio de […]


Operação Carteira Vazia foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio das polícias do Tocantins e Maranhão

A Polícia Civil do Tocantins participou, nesta quarta-feira (17), da Operação Carteira Vazia, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para desarticular um grupo suspeito de praticar fraudes eletrônicas e furtar criptomoedas por meio de páginas falsas na internet.

Em Paraíso do Tocantins, um jovem de 26 anos foi preso durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva. Além de ser investigado pelos crimes cibernéticos, ele também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas após os policiais encontrarem um laboratório clandestino de produção de entorpecentes em sua residência.

Durante as buscas, foram apreendidos mais de dois quilos de crack, porções de cocaína, aproximadamente 900 gramas de insumos químicos utilizados na mistura de drogas e uma prensa hidráulica usada para compactar os entorpecentes.

Outro investigado, de 31 anos e irmão do suspeito preso em Paraíso, foi localizado e preso em Porto Franco, no Maranhão. Conforme as investigações, ambos já possuíam antecedentes relacionados a golpes praticados pela internet.

Golpe utilizava sites falsos

Segundo a Polícia Civil, o grupo criava páginas fraudulentas semelhantes às de plataformas legítimas de investimentos em criptomoedas. As vítimas acessavam os sites acreditando serem verdadeiros e informavam dados de login, senhas e códigos de autenticação.

Com essas informações, os criminosos conseguiam acessar contas reais e transferir os ativos digitais para carteiras controladas pelo grupo.

As investigações identificaram pelo menos cinco domínios falsos utilizados no esquema. Os sites eram promovidos por anúncios patrocinados em mecanismos de busca, aumentando o alcance das fraudes.

Até o momento, três vítimas foram identificadas, com prejuízo estimado em cerca de R$ 300 mil em criptomoedas.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil informou que a identificação dos suspeitos ocorreu por meio do rastreamento de vestígios digitais, movimentações bancárias e transações envolvendo criptoativos.

Em depoimento, o investigado preso em Paraíso admitiu atuar com golpes eletrônicos há aproximadamente dois anos e revelou manter o laboratório de drogas em funcionamento há cerca de um ano.

A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, contas em fintechs e valores em criptomoedas vinculados aos investigados.

Os dois irmãos permanecem presos e responderão por estelionato qualificado. O suspeito detido no Tocantins também responderá por tráfico de drogas. Somadas, as penas podem chegar a 23 anos de prisão.

A operação integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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