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Plantão Policial

Operação prende quatro suspeitos de aplicar golpes virtuais e lavar mais de R$ 4 milhões no Tocantins

Quatro pessoas foram presas pelac na manhã desta terça-feira (14), durante a Operação Falsum Imperium, deflagrada no município de Araguatins. Os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em estelionato virtual e lavagem de dinheiro. Além das prisões, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão que resultaram na apreensão de um carro […]


Operação Falsum Imperium resultou na prisão de quatro investigados por estelionato virtual e lavagem de dinheiro em Araguatins – Foto: Divulgação PCTO
Operação Falsum Imperium resultou na prisão de quatro investigados por estelionato virtual e lavagem de dinheiro em Araguatins – Foto: Divulgação PCTO

Quatro pessoas foram presas pelac na manhã desta terça-feira (14), durante a Operação Falsum Imperium, deflagrada no município de Araguatins. Os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em estelionato virtual e lavagem de dinheiro.

Além das prisões, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão que resultaram na apreensão de um carro e uma motocicleta. Os suspeitos, identificados pelas iniciais R.F.S.N., de 20 anos, D.F.S., de 27 anos, T.I.D.S., de 28 anos, e E.G.S., de 67 anos, foram levados para a Unidade Prisional de Araguatins, onde permanecem à disposição da Justiça.

As investigações foram conduzidas pela 10ª Delegacia de Polícia de Araguatins e tiveram início após denúncias anônimas que apontavam que um dos investigados ostentava um padrão de vida incompatível com a renda declarada.

Com autorização judicial para a quebra dos sigilos bancário e telemático, os investigadores identificaram um esquema criminoso que estaria em funcionamento desde 2020.

Segundo a Polícia Civil, o grupo teria movimentado mais de R$ 4 milhões provenientes de golpes aplicados pela internet. Os criminosos utilizavam perfis falsos em redes sociais para anunciar passagens aéreas, animais de alto valor e produtos de grandes varejistas. Após receber os pagamentos das vítimas, os valores eram distribuídos entre diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento do dinheiro.

As apurações também indicam a prática de lavagem de dinheiro por meio da mistura de recursos lícitos e ilícitos, além da pulverização de depósitos e transferências entre diferentes contas. Somente no período analisado, aproximadamente R$ 2 milhões foram identificados nas contas dos investigados sem comprovação de origem.

De acordo com a Polícia Civil, o nome da operação, Falsum Imperium, expressão em latim que significa “falso império”, faz referência a um estabelecimento comercial que, conforme as investigações, era utilizado por um dos suspeitos para dar aparência de legalidade ao patrimônio adquirido com recursos ilícitos.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema e aprofundar a análise da movimentação financeira do grupo.

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