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Plantão Policial

Contador é apontado como peça-chave em esquema tributário de R$ 55 milhões investigado no Tocantins

Um contador de 32 anos passou a ser considerado peça importante nas investigações da Operação El Dourado, que apura um suposto esquema de fraudes tributárias, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro com prejuízo estimado em mais de R$ 55 milhões aos cofres públicos do Tocantins. Na manhã desta terça-feira (23), a Polícia Civil cumpriu mandado […]


Um contador de 32 anos passou a ser considerado peça importante nas investigações da Operação El Dourado, que apura um suposto esquema de fraudes tributárias, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro com prejuízo estimado em mais de R$ 55 milhões aos cofres públicos do Tocantins.

Na manhã desta terça-feira (23), a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do investigado, identificada apenas pelas iniciais I.P.K., localizada no Plano Diretor Sul, em Palmas. A ação foi realizada pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DRCOT), com apoio de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda.

Segundo as investigações, o contador teria assumido a administração do escritório de contabilidade utilizado pelo grupo criminoso após a fuga de Paulo César Maciel dos Santos, apontado pela polícia como líder da organização e atualmente foragido da Justiça.

Uso de reconhecimento facial de “laranjas”

De acordo com a Polícia Civil, o investigado teria adotado uma estratégia incomum para movimentar grandes quantias de dinheiro. Ele controlaria contas bancárias por meio do próprio celular e se deslocaria até pessoas apontadas como “laranjas” para utilizar o reconhecimento facial delas, liberando transferências e pagamentos de altos valores.

As autoridades afirmam que o procedimento permitia manter as operações formalmente vinculadas aos titulares das contas, dificultando o rastreamento das movimentações financeiras.

Empresas de fachada e créditos fictícios

A Operação El Dourado apura o uso de empresas de fachada, conhecidas como “noteiras” ou “empresas de prateleira”, que simulavam operações de compra e venda de grãos.

Segundo a investigação, essas transações geravam créditos fictícios de ICMS, posteriormente utilizados para reduzir ilegalmente o pagamento de impostos de outras empresas.

A Polícia Civil estima que apenas uma das empresas investigadas tenha causado prejuízo superior a R$ 55 milhões ao Estado.

Materiais apreendidos

Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam notebooks, celulares e carimbos que, segundo a corporação, pertencem ao principal investigado e a outro contador citado nas apurações.

Também foram encontradas duas porções de substância semelhante à maconha, prontas para consumo.

Todo o material será analisado pela Diretoria de Inteligência Policial e pela Polícia Científica para identificar possíveis registros financeiros, comunicações e documentos relacionados ao esquema.

O delegado Vinicius Mendes de Oliveira destacou que os elementos apreendidos podem ampliar a responsabilização dos envolvidos.

“As provas apreendidas nesta fase contribuirão para aprofundar a responsabilização dos envolvidos e reforçam o compromisso da Polícia Civil com o combate aos crimes tributários e à lavagem de dinheiro”, afirmou.

O principal investigado, Paulo César Maciel dos Santos, continua foragido. A Justiça já negou pedidos de liberdade apresentados em diferentes instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça.

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