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Saúde

UPA atende mais de 20 mil pessoas em dois meses após explosão de casos de dengue em Araguaína

A alta nos casos de dengue segue pressionando a rede de saúde de Araguaína. Somente nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Anatólio Dias Carneiro realizou 20.324 atendimentos — um aumento de 3.130 registros em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 17.194 atendimentos. Desde […]


A alta nos casos de dengue segue pressionando a rede de saúde de Araguaína. Somente nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Anatólio Dias Carneiro realizou 20.324 atendimentos — um aumento de 3.130 registros em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 17.194 atendimentos.

Desde dezembro do ano passado, a unidade já vinha registrando crescimento significativo na procura por atendimento, impulsionado principalmente por pacientes com sintomas compatíveis com dengue. Atualmente, a doença é a principal causa da alta demanda.

Jovens lideram procura por atendimento

De acordo com levantamento interno da UPA, o público que mais tem buscado atendimento é formado por jovens entre 20 e 29 anos. Segundo o diretor técnico da unidade, Dr. João Paulo Suleiman, o volume deste início de 2026 já supera os números do ano anterior.

“Nos dois primeiros meses de 2026, atendemos cerca de 3 mil pacientes a mais do que no mesmo período do ano passado”, afirmou.

A UPA é administrada pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC).

Dengue lidera atendimentos em 2026

Em 2025, os principais atendimentos estavam relacionados a gastroenterites e síndromes gripais. Este ano, no entanto, a dengue assumiu a liderança nas estatísticas da unidade, mesmo não sendo uma doença transmitida de pessoa para pessoa.

O diretor explica que o primeiro semestre costuma ser mais desafiador para os serviços de urgência, devido à sazonalidade e às condições climáticas.

“De janeiro a julho há grande variabilidade climática, com alternância entre sol e chuva na mesma semana. Soma-se a isso o retorno às aulas, as viagens e eventos como o carnaval, que aumentam as aglomerações”, destacou.

Esses fatores contribuem para a maior circulação de vírus e outros microrganismos, elevando a procura por atendimento médico.

Classificação de risco define prioridade

Diante da sobrecarga, a UPA mantém a organização do fluxo de atendimento por meio do protocolo de Classificação de Risco, baseado no Sistema Manchester. Pacientes identificados com pulseiras vermelha, laranja e amarela — considerados casos de urgência e emergência — recebem atendimento imediato.

“Esses pacientes não podem aguardar. O tempo necessário para estabilização pode impactar na espera daqueles classificados com pulseiras verde e azul, que indicam menor gravidade”, explicou o diretor.

A gestão reforça que o tempo de espera está diretamente ligado ao risco de agravamento do quadro clínico e não à ordem de chegada.

UBS é alternativa para casos leves

Para reduzir a pressão sobre a UPA, pacientes com sintomas leves de dengue estão sendo orientados a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Araguaína Sul, localizada ao lado da unidade de pronto atendimento. O atendimento extra disponibilizado pelo município busca desafogar o fluxo e garantir maior agilidade aos casos mais graves.

Com o cenário ainda de alta demanda e crescimento expressivo dos casos suspeitos de dengue na cidade, a recomendação das autoridades de saúde é que a população mantenha atenção aos sintomas e procure a unidade adequada conforme a gravidade do quadro.

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