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Técnica em enfermagem é condenada a mais de 24 anos por matar empresário Paulo Couto em Araguaína

A técnica em enfermagem Rejane Mendes da Silva, de 45 anos, foi condenada a 24 anos e três meses de prisão pelo assassinato do empresário e ex-candidato a prefeito de Araguaína, José Paulo Couto, conhecido como Paulo Couto. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (16) e durou cerca de 12 horas, com a sentença sendo anunciada […]


A técnica em enfermagem Rejane Mendes da Silva, de 45 anos, foi condenada a 24 anos e três meses de prisão pelo assassinato do empresário e ex-candidato a prefeito de Araguaína, José Paulo Couto, conhecido como Paulo Couto. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (16) e durou cerca de 12 horas, com a sentença sendo anunciada por volta das 21h30.

O Conselho de Sentença reconheceu que Rejane cometeu homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, uso de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, ela também foi condenada pelos crimes de furto, ocultação de cadáver e adulteração de sinal identificador de veículo.

Já a irmã dela, Lidiana Mendes da Silva, recebeu pena de pouco mais de um ano de reclusão em regime aberto por participação na ocultação do corpo.

Motivação do crime

Segundo a denúncia do Ministério Público, Paulo Couto, de 75 anos, mantinha um relacionamento com Rejane e contribuía financeiramente para despesas da acusada, como aluguel e contas básicas. Os repasses mensais variavam entre R$ 1.600 e R$ 1.800.

A investigação apontou que o crime ocorreu após o empresário informar que reduziria a ajuda financeira para cerca de R$ 600. A decisão teria provocado uma discussão entre os dois na residência da acusada, localizada no Setor Parque Sonhos Dourados, em Araguaína.

Como aconteceu o assassinato

Durante depoimento, Rejane relatou que empurrou o empresário sobre a cama e o amarrou com cordas após o desentendimento. Conforme os autos, temendo ser denunciada, ela decidiu matá-lo utilizando uma faca.

Ainda segundo o relato, Paulo Couto chegou a pedir socorro e afirmou que a perdoaria, mas não conseguiu evitar o ataque.

Após o homicídio, a acusada se apropriou de diversos pertences da vítima, entre eles joias, relógio e celular. Ela também adulterou a placa do veículo do empresário com fita isolante e pediu que um conhecido estacionasse o carro em um lote baldio, sem informar a origem do pedido.

Ocultação do cadáver

No dia seguinte ao crime, Rejane procurou a irmã para ajudá-la a se desfazer do corpo. De acordo com a investigação, o cadáver estava enrolado em lençóis e um carpete, com pés e mãos amarrados.

Inicialmente, Lidiana teria recusado o pedido e orientado a irmã a procurar a polícia. No entanto, posteriormente aceitou ajudar.

As duas colocaram o corpo no veículo da vítima e o transportaram até uma área sob uma ponte sobre um córrego na Avenida Frimar, entre o Bairro JK e a rodovia TO-222, onde o cadáver foi abandonado.

Caso teve rápida elucidação

O corpo de Paulo Couto foi encontrado após uma denúncia anônima. A Polícia Civil conseguiu esclarecer o crime em cerca de quatro dias, identificando as responsáveis e reunindo elementos que resultaram na denúncia e posterior condenação das acusadas.

O caso teve grande repercussão em Araguaína ao longo de 2025 e voltou a mobilizar a atenção da população com a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri.

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