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Saúde

Taxista transferido de Guaraí para Araguaína morre após mais de 20 dias internado

O taxista Vilmar Fernandes Barbosa, de 49 anos, morreu na madrugada desta terça-feira após permanecer mais de 20 dias internado em Araguaína. Ele havia sido transferido de Guaraí no dia 19 de abril, após sofrer um grave acidente de trânsito e enfrentar demora na regulação por uma vaga hospitalar adequada. Morador de Conceição do Araguaia […]


O taxista Vilmar Fernandes Barbosa, de 49 anos, morreu na madrugada desta terça-feira após permanecer mais de 20 dias internado em Araguaína. Ele havia sido transferido de Guaraí no dia 19 de abril, após sofrer um grave acidente de trânsito e enfrentar demora na regulação por uma vaga hospitalar adequada.

Morador de Conceição do Araguaia (PA), Vilmar chegou a ficar inconsciente e sofreu pelo menos cinco paradas cardiorrespiratórias antes de morrer. Durante a internação, ele era acompanhado por uma equipe médica especializada.

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após familiares relatarem a dificuldade para conseguir uma vaga de UTI e fazerem apelos públicos por ajuda.

Antes da transferência para Araguaína, o taxista permaneceu por mais de 24 horas aguardando suporte avançado. Segundo relatos, pedidos de transferência teriam sido negados inicialmente por unidades de referência em Palmas e Araguaína.

A morte reacende o debate sobre a situação da regulação hospitalar e a falta de leitos de terapia intensiva no Tocantins, especialmente em cidades do interior.

Profissionais da saúde que atuam na região relatam dificuldades estruturais recorrentes no hospital de Guaraí, incluindo carência de especialistas, exames e limitações no atendimento a pacientes em estado grave.

Segundo relatos, casos de infarto, traumas graves e outras emergências frequentemente aguardam dias por transferência, dependendo apenas de estabilização básica até a liberação de vagas.

A situação expõe um problema antigo enfrentado por pacientes e equipes médicas: a demora no acesso ao atendimento intensivo e a sobrecarga da rede estadual de saúde.

Familiares e amigos lamentaram a morte de Vilmar nas redes sociais e prestaram homenagens ao taxista, bastante conhecido na região.

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