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Tocantins

Polícia investiga esquema milionário de apostas ilegais e mira influenciadora em operação em Palmas

Uma operação da Polícia Civil do Tocantins deflagrada nesta quinta-feira colocou no centro das investigações uma influenciadora digital e familiares suspeitos de integrar um esquema milionário de apostas clandestinas e lavagem de dinheiro em Palmas. Batizada de Operação Tigre de Areia, a ofensiva cumpriu seis mandados de busca e apreensão e resultou no bloqueio de […]


Uma operação da Polícia Civil do Tocantins deflagrada nesta quinta-feira colocou no centro das investigações uma influenciadora digital e familiares suspeitos de integrar um esquema milionário de apostas clandestinas e lavagem de dinheiro em Palmas.

Batizada de Operação Tigre de Areia, a ofensiva cumpriu seis mandados de busca e apreensão e resultou no bloqueio de patrimônio, suspensão de perfis em redes sociais e quebra de sigilo telemático dos investigados.

As investigações apontam que o grupo teria movimentado cerca de R$ 20 milhões em menos de um ano, valor considerado incompatível com a renda oficialmente declarada.

Entre os alvos, está a mãe da influenciadora, formalmente registrada como faxineira e com rendimento mensal pouco superior a R$ 3 mil. Segundo a polícia, ela teria movimentado aproximadamente R$ 9 milhões no período analisado.

A filha, apontada como peça central da estrutura, declarou renda inferior a R$ 4 mil mensais.

De acordo com os investigadores, a organização utilizava empresas fictícias, contas bancárias de terceiros e movimentações pulverizadas para ocultar a origem dos recursos. Parte dos valores teria sido transferida para instituições religiosas, mecanismo que, segundo a apuração, pode ter sido usado para dificultar o rastreamento financeiro.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos três veículos e bloqueados judicialmente três imóveis e sete lotes localizados em diferentes áreas da capital.

A polícia suspeita que os investigados promoviam plataformas clandestinas de apostas online e realizavam sorteios sem autorização legal, prática considerada crime pela legislação brasileira.

A 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado informou que a investigação segue em andamento e não descarta novas medidas nos próximos dias.

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