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Plantão Policial

Polícia desmonta esquema de furto de gado com apoio de vaqueiros e uso de documentos falsos no Tocantins

Uma operação das forças de segurança começou a desmontar um esquema criminoso de furto de gado que vinha causando prejuízos a produtores rurais no sul do Tocantins. A ação foi realizada nesta segunda-feira (18) nos municípios de Araguaçu, Alvorada e Talismã. Durante a operação, um homem identificado pelas iniciais P.S.M.S. foi preso preventivamente. Segundo a […]


Uma operação das forças de segurança começou a desmontar um esquema criminoso de furto de gado que vinha causando prejuízos a produtores rurais no sul do Tocantins. A ação foi realizada nesta segunda-feira (18) nos municípios de Araguaçu, Alvorada e Talismã.

Durante a operação, um homem identificado pelas iniciais P.S.M.S. foi preso preventivamente. Segundo a investigação, ele seria um dos principais articuladores do grupo e responsável por aliciar vaqueiros para facilitar os furtos dentro das próprias fazendas.

A ação foi coordenada pela 91ª Delegacia de Polícia Civil de Araguaçu, com apoio da Delegacia Especializada de Investigações Criminais, da 92ª Delegacia de Polícia Civil de Alvorada, além da Patrulha Rural e da Força Tática da Polícia Militar do Tocantins.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências e propriedades rurais nos três municípios.

Esquema contava com apoio interno

As investigações apontam que o grupo agia de forma organizada e com divisão estratégica de tarefas.

Vaqueiros cooptados separavam previamente os animais e os deixavam em pontos específicos das propriedades, principalmente aos fins de semana, período de menor movimentação. Isso facilitava a entrada dos demais integrantes para retirar o gado sem levantar suspeitas.

Até o momento, o prejuízo confirmado ultrapassa 30 cabeças de gado furtadas, mas a polícia acredita que o número real pode ser ainda maior, já que nem todos os casos teriam sido oficialmente registrados.

Documentos falsificados davam aparência legal

Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi o uso de Guias de Trânsito Animal (GTAs) adulteradas, utilizadas para dar aparência de legalidade ao transporte dos animais furtados.

Com a documentação falsificada, o grupo conseguia circular sem despertar suspeitas durante fiscalizações. Em alguns casos, o gado era levado diretamente para leilões, dificultando o rastreamento e a recuperação.

A investigação já havia resultado na prisão em flagrante de outros dois suspeitos em fases anteriores.

Segundo o delegado Bruno Boaventura, o trabalho integrado foi decisivo para avançar sobre o núcleo da organização criminosa.

“Trata-se de uma investigação complexa, que revelou uma estrutura organizada voltada ao furto e à comercialização ilegal de gado. As diligências continuam para identificar todos os envolvidos, inclusive receptadores”, afirmou.

Após os procedimentos legais, o investigado foi encaminhado à Unidade Penal de Gurupi, onde permanece à disposição da Justiça.

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