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Tocantins

Explosão de casos de dengue acende alerta em Araguaína

Em dois meses, município já supera totais anuais de 2024 e 2025 e registra três mortes em 2026 A cidade de Araguaína enfrenta um avanço acelerado da dengue em 2026. Apenas nos meses de janeiro e fevereiro, o município confirmou 1.090 casos da doença, número que ultrapassa os totais registrados ao longo de todo o […]


Em dois meses, município já supera totais anuais de 2024 e 2025 e registra três mortes em 2026

A cidade de Araguaína enfrenta um avanço acelerado da dengue em 2026. Apenas nos meses de janeiro e fevereiro, o município confirmou 1.090 casos da doença, número que ultrapassa os totais registrados ao longo de todo o ano de 2024 e também de 2025.

Segundo a Prefeitura, 88 pacientes apresentaram sinais de alarme — como sangramentos, dificuldade respiratória, vômitos persistentes e redução do volume urinário. Até o momento, três óbitos foram confirmados e outros dois permanecem em investigação.

Números superam anos anteriores

O cenário representa um crescimento expressivo em relação aos períodos anteriores. Em 2024, o município contabilizou 393 casos confirmados durante todo o ano. Já em 2025, foram 534 registros. Em menos de dois meses de 2026, os diagnósticos já superaram a soma anual dos dois anos anteriores, evidenciando a intensidade da atual circulação viral.

A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, vetor também responsável por zika e chikungunya.

Sala de Situação monitora avanço

Diante do aumento dos casos, a Secretaria Municipal da Saúde mantém ativa a Sala de Situação da Dengue, com reuniões semanais destinadas à análise epidemiológica e definição de estratégias emergenciais.

Entre as ações implementadas está a intensificação do uso do carro fumacê nos bairros com maior incidência da doença. A aplicação do inseticida ocorre em três ciclos, com intervalo de cinco dias, nos horários das 5h às 8h e das 17h às 20h — períodos de maior atividade do mosquito e condições mais favoráveis à dispersão do produto.

Além disso, agentes de endemias realizam visitas domiciliares diárias para inspeção de criadouros e orientação à população, reforçando a importância da eliminação de recipientes com água parada.

As autoridades de saúde alertam que a colaboração dos moradores é essencial para conter a proliferação do vetor e reduzir o risco de novos casos graves.

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