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Educação

Tremor de terra volta a ser registrado no Tocantins e reacende alerta sobre atividade sísmica no estado

Um novo tremor de terra foi registrado no Tocantins e reacendeu o debate sobre a atividade sísmica no estado. O abalo mais recente ocorreu entre Cariri do Tocantins e Gurupi, na região sul, durante a madrugada da última quinta-feira (21). O tremor teve magnitude 2,8 e foi identificado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), […]


Um novo tremor de terra foi registrado no Tocantins e reacendeu o debate sobre a atividade sísmica no estado. O abalo mais recente ocorreu entre Cariri do Tocantins e Gurupi, na região sul, durante a madrugada da última quinta-feira (21).

O tremor teve magnitude 2,8 e foi identificado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), com análise confirmada pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB).

Apesar do registro técnico, não houve relatos de moradores que tenham percebido o abalo, nem registro de danos estruturais.

Embora não sejam frequentes, os tremores no Tocantins vêm sendo monitorados ao longo dos últimos anos. Entre os casos mais marcantes está o registrado em Talismã, em dezembro de 2022, quando um sismo de magnitude 3,4 foi sentido por moradores e provocou relatos de vibração intensa, barulho semelhante a trovão e movimentação de portas e janelas.

Outro episódio chamou atenção em Ipueiras, em agosto de 2019, quando um tremor de magnitude 3,3 foi percebido também em cidades vizinhas, como Santa Rosa e Silvanópolis.

Segundo especialistas, esses eventos são resultado da liberação gradual de tensões acumuladas em antigas falhas geológicas existentes no interior do continente.

O sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da USP, explica que esse tipo de tremor é impossível de prever.

Apesar do susto, tremores com magnitude inferior a 4.0 raramente causam danos relevantes. Normalmente, a população começa a perceber vibrações a partir de magnitudes entre 2,5 e 3,0.

O Tocantins está localizado no centro da placa tectônica sul-americana, uma posição considerada geologicamente mais estável do que regiões situadas nas bordas das placas, como ocorre em países como Japão e Chile.

Mesmo assim, especialistas alertam que o risco nunca é totalmente inexistente.

A principal preocupação está nas construções informais ou populares que não seguem critérios técnicos de engenharia antissísmica previstos na norma ABNT NBR 15421, responsável por regulamentar estruturas resistentes a tremores no Brasil.

Principais tremores registrados no Tocantins na última década

📍 Cariri do Tocantins (2026) — 2,8
📍 Xambioá (2026) — 2,4
📍 Araguaçu (2026) — 3,3
📍 Talismã (2022) — 3,4
📍 Ipueiras (2019) — 3,3
📍 Palmas (2019) — 2,4
📍 Alvorada (2018) — 3,0

O monitoramento segue sendo realizado por instituições científicas para acompanhar a atividade sísmica e orientar a população em caso de novos registros.

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